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sexta-feira, 5 de maio de 2017

Poster das Aves da Floresta Atlântica Volume 2




2017 é o sétimo ano consecutivo em que os posters das aves brasileiras são lançados. O primeiro da coleção, iniciado em 2005, foi concebido na Reserva Rio das Furnas, em Santa Catarina, e ficou pronto 5 anos após, em 2010.

A partir daquele ano, Renato Rizzaro e Gabriela Giovanka transformaram a antiga Toyota Bandeirante em casa-móvel e sairam em expedição pelos biomas brasileiros e, de cada bioma nasceu um poster: Floresta Atlântica, Pantanal, Amazônia, Pampa, Cerrado e Caatinga.

Agora, o casal apresenta o segundo volume das Aves da Floresta Atlântica, após muitas solicitações por pássaros que não estavam no primeiro. Juntos, os dois posters têm 174 aves, do total de 981 espécies registradas para este bioma.

O segundo volume destaca algumas aves emblemáticas e ameaçadas de extinção, como a Jacutinga, o Gavião-pega-macaco, o Papagaio-charão, o Pavó, o Curió, o Tiê-sangue e as coloridas saíras.

Vítor Piacentini, é o orientador desde o primeiro poster até os roteiros pelos biomas brasileiros e responsável pela revisão científica.

Ciro Albano, Gustavo Magnano, João Quental, Luiz Ribenboim, Sérgio Berkenbrock, Silvia Linhares e Viviane De Luccia cederam fotos de seu acervo para ilustrar e completar a obra.

Gabriela Giovanka também participa com duas belas fotografias, além de fazer a revisão bibliográfica da Coleção.

Adquira o seu na nossa Loja de Passarinho (CLIQUE AQUI)



Detalhe dos beija-flores



Maria-leque-do-sudeste na foto de Luiz Ribenboim e outras fotos de Renato Rizzaro


O poster ficou bem colorido com estas espécies


terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Cabecinha-castanha (Pyrrhocoma ruficeps)



Em Dezembro de 2004 encomendei meu primeiro jogo de câmera digital, pois até então era tudo na base do cromo, slide, filme positivo...

Uma das primeiras chapas - na era digital - das aves da Reserva Rio das Furnas foi este Cabecinha-castanha (Pyrrhocoma ruficeps). O casal estava no meio de um taquaral, na beira do Rio das Furnas. Assustados com a nossa presença deram muitas voltas antes de alimentar o filhote em um ninho  bem escondidinho.

Era 30 de janeiro de 2001 e nosso amigo Tom Butts foi o primeiro a ficar impressionado com a quantidade de espécies ao lado de casa, na Reserva. Desde então os registros cresceram muito. Já são 237 espécies identificadas por um time de primeira linha: biólogos, ornitólogos, observadores,  professores e cientistas estiveram durante anos em nossa área.

No primeiro Poster de Aves da Floresta Atlântica todas as aves foram fotografadas no interior do canyon da Reserva, menos a Rendeira (Manacus manacus), na Reserva Cachoeira em Guaraqueçaba/PR, de nossa parceira SPVS.

Desde então fotografo aves que, volta e meia, aparecem na Reserva e continuo pelos biomas brasileiros com minha companheira Gabriela Giovanka em nossa Toyota/Casa Bandeirante.

Pantanal, Amazônia e Pampa nos receberam de braços abertos e por lá também circulou a Roda de Passarinho, nosso xodó.

De cada Expedição trouxemos muitos amigos, alguns publicaram suas fotos de aves em nossos Posters e outros ainda vão publicar, pois até então editamos três: Floresta Atlântica, Pantanal e Amazônia.

Está no forno - literalmente, com este calor! - o quarto da série, o Poster das Aves do Pampa. Logo, logo falaremos sobre ele.

Abração!
Renato Rizzaro

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Display de Tié-preto - Tachyphonus coronatus

Tié-preto (Tachyphonus coronatus)

Essa foto é muito legal, show de bola. 
O macho se mostra assim na exibição pra fêmea, mas já vi um fazendo isso na presença de outro macho (uma tentativa de intimidação?). Note, todavia, que o branco que se vê não é o branco da parte de baixo das asas. Esse é o branco das penas escapulares, as quais são mantidas "escondidas" pelo bicho. Só nessas ocasiões ele "abaixa" a asa e desloca levemente as penas pretas vizinhas (do dorso) para tornar o branco visível. É parecido com o que se vê em muitos tamnofilídeos, com a diferença que a mancha branca dos papa-formigas é nas costas (interescapular), portanto justamente entre as regiões que no tié-preto são brancas.

Vítor Piacentini (via email)

sábado, 2 de junho de 2012

Saí-andorinha - Tersina viridis






Em nosso Poster de Aves do Pantanal tem uma foto de Saí-andorinha bem interessante.
Pedimos ao nosso amigo e ornitólogo Vítor para dar alguns esclarecimentos sobre esta coloração pouco conhecida, vamos lá:

Nem todo macho de Saí-andorinha é azul e branco. Não????? Não.
Somente os adultos acima de cerca de 4 anos de idade! Pois é, machos jovens são verdes iguaizinhos às fêmeas! E depois vão ficando azulado, passando por um padrão de cor como este fotografado acima e só então, com cerca de 3-4 anos (segundo Helmut Sick), adquirem a plumagem puramente azul e branca (com detalhes pretos).
Começa assim: http://www.wikiaves.com.br/154928
Passa por um estágio assim: http://www.wikiaves.com.br/484553
E só então fica assim: http://www.wikiaves.com.br/197601
Em outras espécies de Passeriformes com dimorfismo sexual e etário de plumagem, os machos tendem a adquirir a plumagem adulta na primeira muda completa após o primeiro ano de vida.

O mundo das aves não é simplesmente fantástico?
Saudações,
Vítor Piacentini

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Sanhaço-papa-laranjas / Blue-and-yellow Tanager

Thraupidae
Thraupis bonariensis (macho)
18cm.
Colorido berrante. Fêmea verde-pardacenta de lado inferior mais claro. Frugívoro. Habita matas de galeria e capões. Ocorre do Paraná à Argentina e Paraguai; Chile ao Equador, seguindo os Andes.

domingo, 7 de dezembro de 2008

Saí-azul / Blue Dacnis

Thraupidae
Dacnis cayana (fêmea)
13cm. Larga distribuição. Seu canto é um assobio agudo, comum quando voa em bandos. Vive na beira da floresta em diversos estratos. De dieta onívora.

Saí-azul / Blue Dacnis

Thraupidae
Dacnis cayana (macho)
13cm. Larga distribuição. Seu canto é um assobio agudo, comum quando voa em bandos. Vive na beira da floresta em diversos estratos. De dieta onívora.

sábado, 6 de dezembro de 2008

Saíra-preciosa / Chestnut-backed Tanager

Thraupidae
Tangara preciosa (macho)
14cm. Voz baixa, pio, como um lamento. Habita a vegetação de borda de pinhal. Frugívora. Parece apresentar movimentos migratórios.

Saíra-preciosa / Chestnut-backed Tanager

Thraupidae
Tangara preciosa (fêmea)
14cm. Voz baixa, pio, como um lamento. Habita a vegetação de borda de pinhal. Frugívora. Parece apresentar movimentos migratórios.

Saíra-lagarta / Brassy-breasted Tanager

Thraupidae
Tangara desmaresti
13,5cm. Endemismo notável do sul do Brasil. Restrita às serras. Voz aguda. Vive na capoeira e floresta. Frugívora.
Também suga nectar de flores, especialmente da bracaatinga (Mimosa scabrella).

Saíra-viúva / Fawn-breasted Tanager

Thraupidae
Pipraeidea melanonota
15cm. Brilhante azul-claro no alto da cabeça. Voz: “tzi” lembra Tangara preciosa. Vive aos casais nas copas, freqüenta restinga. Onívora.

Sanhaço-frade / Diademed Tanager

Thraupidae
Stephanophorus diadematus
19cm. Bico grosso, com topete. Vive aos casais, na densa floresta baixa e cumes das serras. Insetívora, também come frutos de capororoca Myrsine coriacea
(Myrsinaceae).

Tiê-preto / Ruby-crowned Tanager

Thraupidae
Tachyphonus coronatus (fêmea)
18cm. A mistura da plumagem é própria dos imaturos. Quando o macho bate a asa é possível ver a coloração branca na sua face inferior. Possui canto elaborado. Habita a orla da floresta, capoeira e parques. Procura frutos, nectar e insetos.

Tiê-preto / Ruby-crowned Tanager

Thraupidae
Tachyphonus coronatus (imaturo)
18cm. A mistura da plumagem é própria dos imaturos. Quando o macho bate a asa é possível ver a coloração branca na sua face inferior. Possui canto elaborado. Habita a orla da floresta, capoeira e parques. Procura frutos, nectar e insetos.

Tiê-preto / Ruby-crowned Tanager

Thraupidae
Tachyphonus coronatus (macho)
18cm. A mistura da plumagem é própria dos imaturos. Quando o macho bate a asa é possível ver a coloração branca na sua face inferior. Possui canto elaborado. Habita a orla da floresta,
capoeira e parques. Procura frutos, nectar e insetos.

Cabecinha-castanha / Chestnut-headed Tanager

Thraupidae
Pyrrhocoma ruficeps
14cm. Ave rara, restrita à região Este-meridional. Vive a pouca altura, nas brenhas fechadas e taquarais. Basicamente frugívora.