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sábado, 23 de agosto de 2014

Saída de Campo em Acari, com bolsistas do PIBID/UFRN

Mulungu com a represa de Gargalheiras ao fundo. Foto: Gabriela Giovanka

Na manhã em que acordamos em Gargalheiras, em Acari, RN, fomos abençoados com uma floração de Mulungu bem à frente da Pousada. Assim, iniciamos com muita sorte nossa primeira saída de campo à Caatinga com um grupo de bolsistas do PIBID/UFRN, coordenados por Midori Hijioka Camelo, Josivânia Marisa Dantas e Marlécio Maknamara.

Bolsistas e coordenadores do PIBID/UFRN numa parada à caminho de Gargalheiras. Foto: Renato Rizzaro

Corrupião ou Concriz (Icterus jamacaii) alimentrando-se nas flores do Mulungu. Foto: Renato Rizzaro

Para saber mais sobre o Corrupião, clique aqui.

O Mulungu (Erythrina mulungu) e (Erythrina verna) é uma das belas árvores que ocorre nas baixadas e vales da caatinga.
Suas flores têm a predominância da cor laranja e vermelha e são muita visitadas por insetos e pássaros, principalmente pelo corrupião que é uma das mais belas aves da caatinga.
O mulungu é bastante utilizado na medicina caseira para estabilizar o sistema nervoso central, como antioxidante, como tonificante e para auxiliar na redução da tensão arterial.
Por ser uma árvore de madeira leve é muito utilizado também para produção de cochos ou gamelas pelos agricultores do sertão. (Fonte: Nilton de Brito Cavalcanti)

Você consegue ver os dois Chupa-mel (Coereba flaveola) nesta foto?
Acordar às 4h30 da madruga para observar aves na Caatinga. Foto: Renato Rizzaro

Na noite anterior aprendemos como utilizar os binóculos, agora em prática. Foto: Renato Rizzaro

Em Gargalheiras, ao nascer do sol. Foto: Renato Rizzaro

Anotações durante o percurso em caderneta de campo. Foto: Renato Rizzaro

Parte do grupo à caminho da Caatinga. Foto: Renato Rizzaro

Algumas aves avistadas durante a saída de campo estão fotografadas abaixo, porém muitas outras não foram registradas em fotos. Solicitamos ao Ivan (nosso guia) que nos enviasse uma lista, que reproduzimos a seguir. Note que é um bom exercício encontrar as espécies através do nome popular descrito por Ivan.

"Vimos as seguintes aves: concríz, pêga ou viana, fura-barreira, caboré, anu-branco, papa-cebo, chupa-mel, galo-de-campina, beija flor (verdinho), beija-flor-tesourão, bentevi, pardal, ceguinho ou mané-lesado, xexéu-de-bananeira, martim-pescador, biguá, marreco (no rio), sanhaçu-cinzento, golinha, vem-vem, rolinhas: branca, cai-fruta e caldo-de-feijão, casaca-de-couro, gavião-ripina, socó-pequeno, socó-boi e socó-tigrado, lavandeira, sabiá-de-laranjeira, pica-pau (pequeno e amarronzado), arribaçã (que é africana mais migra e se reproduz aqui), carcará, periquito. Esses são os que eu lembro. Ivan Simplicio Neto, Gargalheiras, agosto de 2014." 















sábado, 5 de outubro de 2013

Roda no Mercado São Jorge

Apitos, flautas de taquara, sementes amazônicas a pais curiosos no espaço da Tuktuk Mamamuk

O Mercado São Jorge é um espaço orgânico. Primeiro, por oferecer alimentos orgânicos e certificados; depois, por incorporar desde café servido na hora, pianista ao vivo, agência de viagens e apoiar projetos, como o Virando a Mesa que propõe o uso do Açai da Mata Atlântica. Proposta que de Mercado tem o nome além de gente bonita provando bebidas de São Joaquim, crepes franceses e licores produzidos e oferecidos pelos seus produtores.
Para deixar tudo ainda mais orgânico, o espaço oferece móveis, massagens, produtos de beleza e sorrisos.
Convidados pela Nadine da Tuktuk Mamatuk para, no dia da Ave, lançar nosso Poster de Aves da Amazônia, mostramos um pouco do que acontece em nossa Roda de Passarinho quando estamos em Expedições pelos biomas brasileiros.
Muitas crianças entraram e saíram da Roda, movimento próprio de mercados, com as mamães e papais trazendo seus acanhados pimpolhos que logo se soltavam aos sons de aves e curiosas sementes, flautas e pião Waimiri-atroari. Pouca demora não queriam ir embora, mesmo com a insistência dos pais. :)
Tudo muito bacana com direito a sábado ensolarado e vento sul.
Ao final, as crianças ganharam fotos e apitos de aves de presente. Uma festa!


Frango-dágua desperta muita curiosidade com seu ninho na lagoa
Passarinho e pirulito na Roda do Mercado
Mamãe alegre com atividade dos filhos e Nanci, uma das sócias da Tuktuk Mamamuk, nossa anfitriã.


Gabriela numa pequena Roda de Passarinho em volta do Poster das Aves da Amazônia

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A Roda de Passarinho no Moinho de Timbó

Cada criança ganhou uma foto original com a chancela da Reserva Rio das Furnas. Foto Fernando Raddatz

Sob o assoalho, um Moinho centenário gira sua roda sem parar. Produzia farinha com a força das águas do Benedito, rio abençoado por conta da grande quantidade dos peixes de outrora. 

Região de grandes enchentes, há dois anos esta sala ficou debaixo dágua, até a viga! 
Do rio dos Cedros vem a água que passa por Timbó, uma das cidades do Vale Europeu preferida por ciclistas, naturalistas, orquidófilos e observadores de aves.

Maicon Mohr/Coave nos convidou  para o Avistar Vale Europeu, e lá fomos com nossa Roda de Passarinho, fotos, posters, sementes, Floresta, Pantanal, Amazônia e História. 

Este Avistar, uma das sementes do Guto, mostrou o quanto o Brasil precisa despertar para a Observação de Aves, abrir seus parques, incentivar a formação de Guias especializados, traçar roteiros e descobrir Santa Catarina, assuntos da palestra de Tietta Pivatto. 

Nas saidas com Alexandrino e Adrian Rupp, 60 espécies foram avistadas no Jardim Botânico de Timbó, mesmo o Parque abrindo às oito. Enquanto isso, nossa Roda girava no antigo Moinho, - transformado em local para eventos: Thapyoka - para os alunos do Colégio Municipal de Indaial, com as professoras Rubia e Beatriz, além de vários fotógrafos ao redor, louquinhos de vontade de virar criança para rodar pião de tucumã, girar bola na tarrafa e ganhar fotografia de passarinho. 

Felicidade estampada na foto de Fernando Raddatz, Pousada Rio dos Touros.

Os alunos preferiram ficar sentados nas cadeiras do Moinho. Foto Fernando Raddatz

Semente de Sapucaia que trouxemos da Amazonia, fez sucesso. Foto Fernando Raddatz

Gabriela com uma semente de Araucária, conhecida de todos. Foto Fernando Raddatz

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Semente da Amazônia nas Oficinas do Saber

Gabriela mostra a semente da Sapucaia (Lecythis pisonis) nas Oficinas do Saber. Foto: Renato Rizzaro.
“A Terra é uma bola quadrada que gira parada em torno de nada”. Quando vi o tapete e as crianças nos disseram que desta vez a Roda sairia quadrada lembrei desta quadrinha, declamada no Grupo Escolar Professor José Escobar, nos meus tempos de escola primária, no Bairro do Sacomã, em São Paulo. E, sobre o tapete resgatado na Comcap, momentos antes de virar aterro, aconteceu a mais nova Roda de Passarinho.

Nas mãos da Gabi um presente dos amigos Edson e Annelyse, de Alter do Chão: o fruto da Sapucaia (Lecythis pisonis). Artesãos transformam-na em pote ou abajur; suas castanhas são comidas cruas, cozidas ou assadas, tal qual as castanhas-do-pará e a árvore chega a 30 metros, com belas flores arroxeadas.

A Roda iniciou diferente, com o vídeo do Programa Terra da Gente produzido na Reserva. Novidade que a galerinha assistiu e curtiu; só depois fomos ao tapete.

Levamos duas Caixas de Aves, uma da Floresta Atlântica doada pelo SuperImperatriz e outra, com as Aves do Pantanal e algumas da Amazônia. Nem deu tempo de mostrar os posters, também doados pelo SuperImperatriz, que ficarão expostos nas salas das Oficinas do Saber. 
Logo após o playback das aves, a flauta de bambu ressoa na Roda. Silêncio.

A música fascina e a meninada tem vontade de aprender a fazer uma flauta igual, transversal. Faz parte da Roda ensina-los a gostar do improviso e dos instrumentos feitos em casa.


Nossa atividade de uma hora estendeu-se por quase quatro! Saímos das Oficinas do Saber satisfeitos por sentir que todos são bem cuidados por atenciosos professores e voluntários.

Assista ao video de encerramento desta Roda, clique aqui.

Gabi faz exercícios para "acordar" a galera ente uma e outra atividade. Foto: Renato Rizzaro.

Detalhes como o bico virado do passarinho são evidenciados na Roda. Foto: Gabriela Govanka.

Comparando e lendo nomes populares e científicos. Foto: Gabriela Giovanka.

Momentos antes da abertura da primeira Caixa de Aves. Foto: Gabriela Giovanka.

No pátio das Oficinas, depois de conhecerem a Tokynha por dentro. Foto: Renato Rizzaro.

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Mãos que Tocam a Alma da Humanidade





Almir Surui, nosso anfitrião, está sob a proteção da Força Nacional. Talvez isso aconteça porque Almir já visitou 33 países representando seu povo; ou por ter sido escolhido uma das cem lideranças mais criativas do mundo; ou ainda  porque esteve nos EUA e fez uma parceria “impossível” com o Google Earth para evidenciar e tentar impedir as invasões na Terra Indígena Surui.

Chegamos na Aldeia La Petanha através do Guarim Liberato e Ivaneide da Kanindé, no dia em que estavam elegendo a nova diretoria da Associação Metareilá (Vespa, em português). Numa grande oca, clãs vizinhos e representantes de Mato Grosso falavam baixinho, entre pausas, sem pressa, dando vez aos mais velhos, com respeito, admiração e muito bom humor. Entre as conversas, em seu idioma, irrompiam gargalhadas que Almir logo atalhava em nossa direção: pode rir que a piada é boa!

Na manhã seguinte apresentamos a sétima Roda de Passarinho da Expedição Amazônia na escola da Aldeia. O ápice da Roda ficou com as flautas de bambu que, mesmo após a atividade, foram tocadas até o anoitecer. Os Surui conhecem o poder das flautas para invocar os espíritos da floresta.
Neste mesmo dia apresentamos o pião que trouxemos da tribo Waimiri Atroari de Roraima. Ninguém conhecia. De um canto apareceu um senhor chamado Tupy que girou o pião várias vezes e tão bem que o pessoal aplaudiu entusiasmado. Tudo virou festa.

Nossa Expedição Amazônia chegava ao final. Depois de mais de dois meses fora de casa, a saudade apertando, a lembrança do canyon, da nossa casa, do nosso chão. E quem tem chão, sabe o tudo que se faz e se quer por ele.

Próxima parada: Poconé, Mato Grosso e depois Porto Jofre pela Transpantaneira, onde tivemos o prazer de reencontrar o mestre Dalci Oliveira que nos levou à Chapada dos Guimarães, na casa do fotógrafo Márcio Trevisan.

Novamente no Pantanal, percorremos a BR419 até Aquidauana. Dali fomos para a Fundação Neotrópica levando posters das Aves do Pantanal para Marja Milano, que serão distribuidos nas escolas de Bonito e projetos da Neotrópica.


Sétima e última Roda de Passarinho da Expedição Amazônia. Foto Gabriela Giovanka

Exercícios na Roda de Passarinho alegram a gurizada. Foto Renato Rizzaro

Esta kena, feita em homenagem a Tom Jobim foi apreciada pelos Surui. Foto Renato Rizzaro

É bonito ver a miscigenação entre os Surui. Foto Renato Rizzaro

Tirivas da Reserva foram morar com nosso amiguinho Surui. Foto Renato Rizzaro

Gabriela e as Aves do Pantanal, agora nas mãos dos Surui. Foto Renato Rizzaro

Alunos mostram seus pássaros para o futuro. Foto Renato Rizzaro

Tocamos até o entardecer embalados pelo ritmo que está no sangue dos Surui. Foto Renato Rizzaro

Itamira, Raimundo e Gasodá Suruí com as Aves da Reserva Rio das Furnas. Foto Renato Rizzaro

Eleição movimentou vários clãs e foi registrada. Foto Renato Rizzaro

Kena tocada durante a reunião. Foto Renato Rizzaro

Local da reunião na Aldeia Lapetanha. Foto Renato Rizzaro

Lua cheia marcou nossa passagem pela Aldeia Surui. Foto Renato Rizzaro

Interior de uma maloca Surui. Foto Renato Rizzaro

Pilão no interior da maloca. Foto Renato Rizzaro

Cerâmica, ritual para os Surui. Foto Gabriela Giovanka

Algodão e cores naturais para a elaboração dos belíssimos colares. Foto Renato Rizzaro

Lagarta. Foto Renato Rizzaro

Mico (espécie?) na Aldeia Lapetanha. Foto Renato Rizzaro

Mestre Dalci em atividade na Transpantaneira. Foto Renato Rizzaro

Gavião-belo (Busarellus nigricollis). Foto Renato Rizzaro

Freirinha (Arundinicola leucocephala). Foto Renato Rizzaro

Capivara (Hydrochoerus hydrochaeris) com seu olhar de peixe-morto-sedutor. :-) Foto Renato Rizzaro

Cavalaria (Paroaria capitata) refresca-se após a chuva na Transpantaneira. Foto Renato Rizzaro

Bugios (Alouatta caraya) ao lado da Tokynha. Foto Renato Rizzaro

Parada onde vimos Graxaim e familia de Bugios. Foto Renato Rizzaro

Graxaim (Cerdocyon thous) dorme ao lado da Tokynha na Transpantaneira. Foto Renato Rizzaro

Belvedere na Chapada dos Guimarães. Foto Renato Rizzaro


Agradecimentos

Alan Souza (Santa Fé do Sul)
Aleixo Sapateiro e familia (Humaitá)
Almir Surui e familia (Cacoal)
Ana Cavalcante (Wikiaves)
Anselmo d'Afonseca (Manaus)
Antonio do Boto e toda a vila de Igapó-açu
Beato e familia, JA Auto Peças (Itaituba)
Beatriz de Aquino Ribeiro Lisboa - ICMBio (Boa Vista)
Chicoepab e equipe da Associação Metareilá (Cacoal)
Cocó e família Rotta (Nova Xavantina)
Christian Andretti (Wikiaves)
Dalci M M de Oliveira e familia (Cuiabá)
Dona Maria, Seu João e Ismael (BR319 - km300)
Ebenézer Souza Soares (Tibagi)
Edson Endrigo
Edson Varga Lopes e Annelyse (Alter do Chão)
Esmeralda e Comunidade da Vila Rayol (Itaituba)
Fabiano Oliveira (Chapada dos Guimarães)
Fábio Menezes de Carvalho (FLONA Tapajós)
Flavio Kruger (SPVS)
Gerson e Neide (Careiro)
Gil Serique (Alter do Chão)
Gilberto Nascimento e Enoc (PARNA Amazonas)
Guarim Liberato e familia (Brasilia)
Gadelha, o guia (Presidente Figueiredo)
ICMBio Boa Vista
ICMBio Itaituba
Ingrid Macedo (Wikiaves)
Ivaneide Bandeira Cardozo - Associação Kanindé (Porto Velho)
Izan Peterlle (Chapada dos Guimarães)
Jarbas Mattos (Wikiaves)
Juliane Tavares (Presidente Figueiredo)
Manoel Vicenti da Costa e familia (BR174 - km76)
Márcio Trevisan e familia (Chapada dos Guimarães)
Margi Moss (Brasilia)
Marja Milano, Ciça, Anne e equipe Fundação Neotrópica (Bonito)
Maurinho do Roncador
Milton Paula (Tocantins)
Nereu Surui (Professor da Escola Surui)
Nicolaas e familia - RPPN Sonho Meu (Canion Guartelá)
Pompeo Fotografias (São Paulo)
Renato Gama (Ilha de Santa Catarina)
Roberto Percinoto (Rio de Janeiro)
Robson Czaban (Manaus)
Santana (PM de Manaus)
Seu Paulo e Dona Graça (BR319 - Rio Novo)
SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental
Thiago Laranjeiras, Bia, Seu Iran, Branco e equipe (PARNA Viruá)
Thop Midia - Produção agência de notícias (Alta Floresta)
Vítor Piacentini (USP)
Vitoria Riva e equipe Cristalino (Alta Floresta)