Tyrannidae
Poecilotriccus plumbeiceps
9cm. Irrequieta, caça insetos sobre as folhas à beira dos córregos e em meio a samambaias e cipoais. Canto curioso, sonoro e agradável, lembra o canto de uma perereca.
Furnariidae
Xenops rutilans
12,5cm. Parte inferior estriada de branco e bico virado para cima. É capaz de cavar seu próprio ninho em madeira mole ou utiliza cavidades de pica-paus. Pendura-se em galhos, sobe verticalmente pelos troncos. Habita a floresta.
Furnariidae
Syndactyla rufosuperciliata
17,5cm. Vive no estrato baixo, nos emaranhados de galhos e cipós, nas bordas e florestas. Difícil de ser reconhecida. Insetívora. Seu hábito lembra um Pica-pau (martela) ou Arapaçu.
Furnariidae
Lochmias nematura
14cm. Vive à beira d´água corrente. Inconfundível, apesar de seu habitat sombrio. Olhos grandes, inquieto, territorialista. Canto: “sísísí”. Nidifica em barrancos. Insetívora.
Furnariidae
Synallaxis spixi
16cm. Exclusivamente neotropical. Onomatopéica. Alimenta-se na ramaria mais baixa, às vezes no solo. Vive escondida em arbustos, beira da floresta. Ninho e hábitos idênticos ao Synallaxis ruficapilla.
Furnariidae
Synallaxis ruficapilla
16cm. Seu ninho é um amontoado denso e comprido de gravetos espinhosos, com acesso superior, quase sempre forrado com material fofo ou flexível. Habita brenhas, orla e floresta fechada. Alimenta-se de insetos e larvas, na ramaria baixa, às vezes pulando no solo.
Dendrocolaptidae
Lepidocolaptes falcinellus
20cm. Abundante em florestas neotropicais. Ponta da cauda endurecida e encurvada para dentro. Voz, chamado “spirl”; uma risada clara, apressada e forte.
Dendrocolaptidae
Dendrocolaptes platyrostris
26cm. Bico relativamente curto, negro com ponta marrom e quase reto, que como outros arapaçus, utiliza como pinça. Arborícola e insetívora. Necessita de floresta primária. Nidifica em cavidades de árvores.
Dendrocolaptidae
Sittasomus griseicapillus
15cm. Uma das espécies mais freqüentes, inconfundível pelo seu aspecto delgado. Usa a cauda como apoio. Na asa aberta nota-se uma faixa ferrugínea muito vistosa. Como outros arapaçus, posiciona-se sempre na vertical. Voz: seqüência de assobios claros, “quip...”, prolongada. Vive na floresta.
Rhinocryptidae
Merulaxis ater
17cm. Pula ou corre tanto no solo como na ramaria, a pouca altura. Gosta de ambientes sombrios, vive nas brenhas de floresta virgem alta ou secundária. Dorme empoleirada. Insetívora.
Grallariidae
Hylopezus nattereri
12,5cm. Extremamente pernilonga. Voz: seqüência de 8 a 12 assobios suaves. Vive a pouca altura nos taquarais emaranhados; territorialista. Oscila o corpo lateralmente. Insetívora.
Conopophagidae
Conopophaga lineata
11cm. Típica das regiões montanhosas. Vive à beira da floresta em vegetação espessa próxima ao solo. Gosta de ambientes com taquaras. Rêmiges sonoras (música instrumental). Insetívora.
Formicariidae
Mackenziaena leachii
26,5cm. Cauda longa. Seqüência prolongada, ascendente e descendente de assobios destacados. Habita florestas densas com taquaras (Chusquea). Come artrópodes, escorpiões, lagartas, ratinhos, etc.
Picidae
Dryocopus lineatus
33cm. Uma das maiores espécies. Arisca, territorial. Produz um tamborilar forte e prolongado. Alimenta-se de insetos e larvas.
Picidae
Veniliornis spilogaster
17,5cm. É o maior de um grupo de pica-pauzinhos esverdeados. Habita o estrato médio da floresta.
Picidae
Piculus aurulentus
20cm. Habita a floresta no alto das serras. Voz: seqüência plangente e descendente “iü; iü, iü”. Faz ninho em cavidades de árvore.
Picidae
Picumnus temminckii
9cm. Voz fina. Faz ninho em cavidades de árvore. Vive na borda de floresta, capoeiras e jardins, a tamborilar nos galhos secos a procura de artrópodes.
Ramphastidae
Ramphastos dicolorus
48cm. Voz nasal e seca. Basicamente frugívora, embora alimente o filhote com uma dieta mais protéica. Dispersora primária de espécies vegetais com grandes sementes. Também come semente de capororoca.
Trogonidae
Trogon surrucura
26cm. Belíssima espécie. Hábitos semelhantes ao Trogon rufus. Ainda mais mansa. Frugívora especializada, excelente dispersora de sementes.
Trogonidae
Trogon rufus
26cm. Muito mansa, vive sob o dossel da floresta densa, não raro nas montanhas do Sudeste, ao lado de Trogon surrucura. Alimenta-se basicamente de frutos quando adulta sendo uma excelente dispersora de sementes.
Trochilidae
Calliphlox amethystina
8,5cm (m) - 7,5cm (f). Uma das menores espécies (2,5 g). Chama a atenção pelo estranho zumbido que produz. Mestre em vôos ascendentes e a ré. Freqüente na copa em borda de floresta e quintais.
Trochilidae
Leucochloris albicollis
10,5cm. De porte robusto, inconfundível pela garganta branca. Entra em estado de torpor, como outros beija-flores, se houver queda de temperatura. Territorialista. Alimenta-se de néctar e pequenos insetos.
Trochilidae
Stephanoxis lalandi
8,5cm. Espécie brasileira de topete mais longo. Típica de áreas altas e frias. Voz fina como inseto, reúne-se em grupos para cantar. Alimenta-se de néctar e pequenos insetos.
Cuculidae
Piaya cayana
47cm. Ave das mais vistosas. Voz: forte “pí-qua”; tagarela, imita outras aves. Ranger duríssimo “rrr”. Vive na beira e nas copas da floresta, às vezes em casal. Alimenta-se basicamente de insetos e lagartas que encontra vasculhando as copas das árvores.
PsittacidaePyrrhura frontalis27cm. No Sudeste do Brasil é o periquito florestal mais comum. Cauda comprida com a face inferior avermelhada. Quase sempre em barulhentos bandos. Vive na orla da floresta e pomares. Alimenta-se de frutos e sementes.
Columbidae
Columbina talpacoti
17cm. Bem conhecida. Macho de cabeça cinza-clara. Canto territorial. Voa bem, habita qualquer paisagem aberta. Bem adaptada em viver na cidade. Alimenta-se basicamente de grãos.
Rallidae
Aramides saracura
34cm. Endêmica. Levanta a cauda, nervosa. Voz forte e dura. Habita alagados orlados de floresta, terrenos acidentados florestados; atravessa longos trechos desprovidos de água.
Cracidae
Penelope obscura
73cm, 1.200g. Verde-bronze bem escuro. Grito alto e rouco, fortíssimo “tossir” ou “latir”; rufar das asas. Habita floresta alta. Come frutos, folhas e brotos. “Jacu” (Tupi) significa: o que come grãos.
Falconidae
Milvago chimachima
40cm. Envergadura 74cm. O mais conhecido gavião do país. Reconhecível pela voz aguda “piiinhé”. Comum em áreas abertas, associado à pecuária. Procura animais mortos em estradas e praias. Come lagartas, detritos e frutas; pesca e caça cupins.
Accipitridae
Harpagus diodon
33cm. Possui calção com castanho uniforme. Assobio rítmico quando voa acima da floresta. Come grandes insetos; às vezes associa-se às formigas-de-correição. Habita florestas não muito densas.